Os esgotos domésticos são constituídos aproximadamente de 99,9% de líquido e o restante 0,1% de material sólido. A composição dos esgotos depende dos usos das águas de abastecimento e varia com o clima, os hábitos e as condições sócio-econômicas da população e da presença de efluentes industriais, infiltração de águas pluviais, idade das águas residuárias etc.
Classificação dos efluentes
Esgotos domésticos: São aqueles gerados nas atividades residências e nas instalações hidráulico-sanitárias.
Esgotos não domésticos: Podem ser gerados nos processos produtivos de indústrias e das prestadoras de serviços, do comércio e em outros segmentos da atividade econômica.
Caracterização dos efluentes
Parâmetros físicos: Temperatura, odor, cor e turbidez, sólidos sedimentáveis, materiais solúveis.
Parâmetros químicos: pH, DBO, DQO, Nitrogênio (N), Fósforo (P), dentre outros.
Parâmetros biológicos: A
Escherichia coli é o parâmetro indicador da presença de fezes humanas e animais em águas. A poluição fecal possibilita a veiculação de vários microorganismos patogênicos como vírus entéricos e outros bactérias enteropatogênicas, protozoários e vermes.
Boas razões para tratar o esgoto
Razão de saúde pública: Reduzir o número de organismos patogênicos presentes nos esgotos, possibilitando o seu retorno ao Meio Ambiente sem o risco de transmissão de doenças de veiculação hídrica.
Razão ecológica: Evitar a degradação ambiental, protegendo a vida vegetal e animal.
Razão econômica: Reduzir o custo do tratamento da água e a indisponibilidade desse recurso para diversos usos, dentre eles o consumo humano, industrial, comercial, assim como para as comunidades.
Razão estética: Evitar prejuízos ao lazer e ao turismo, pelo mau aspecto, cheiro, presença de lixo e animais transmissores de doenças.
Razão legal: Evitar a depreciação dos patrimônios, pois os proprietários de áreas a jusante dos lançamentos de esgotos têm direitos legais ao uso da água em seu estado natural.